POLÍTICA

min de leitura - #

Base aliada sai em defesa do Planalto

Agência Brasil

| Edição de 26 de novembro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Na opinião do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o presidente Temer não exerceu qualquer pressão sobre o ex-ministro Marcelo Calero, para favorecer Geddel no episódio. “Não vejo dessa forma. Li nos jornais que o presidente da República sugeriu que esse processo fosse encaminhado para a AGU (Advocacia-Geral da União) para dirimir as dúvidas que pudessem existir ali. Se o presidente tivesse feito uma determinação para que se pudesse resolver o problema, seria diferente”, afirmou Aécio.

Sobre as informações de que o ex-ministro da Cultura teria gravado uma das conversas que teve com Temer, o senador disse também que seria um fato “extremamente grave” e “inaceitável”. “É passível de punição um servidor público entrar no gabinete do presidente, num cargo de confiança, e gravar o presidente”, afirmou Aécio. O senador ressaltou, porém, que, tanto ele quanto o PSDB entendem que o episódio não atinge o presidente da República.

Para o líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), a saída de Geddel não vai dificultar a pauta de votações de interesse do governo no Congresso. “As votações não serão prejudicadas, uma vez que aquilo que o governo propôs e está tramitando aqui no Senado é aquilo que corresponde às necessidades do país”, afirmou.