POLÍTICA

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Beto Preto critica o que chama de partidarização da vacina

DA REDAÇÃO

| Edição de 31 de dezembro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em entrevista exclusiva ao site TNOnline, conforme vídeo que está sendo divulgado nesta sexta-feira (31), o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, faz uma avaliação dos trabalhos da sua Pasta durante o período da pandemia da Covid-19. Ele considera que a chegada do coronavírus, no início de 2020, e as muitas mortes ocorridas deixaram marcas negativas históricas, mas que no Paraná não faltou esforço do governo Ratinho Junior (PSD), através da Secretaria da Saúde, em fazer tudo que seria possível para salvar as vidas dos paranaenses.

De outro lado, Beto Preto reclama da polêmica que se formou em torno da vacinação ou não de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. Isto em função de o governo federal, a princípio, achar desnecessária a vacinação desta faixa etária e, depois, permitir desde que com autorização dos pais e com prescrição médica. Depois de tanta polêmica, o governo acabou autorizando a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no Plano Operacional da Vacina contra Covid-19m a partir de janeiro.
“Não devemos ideologizar essa discussão, não devemos partidarizar a vacina. Essa discussão não é partidária, essa discussão é da saúde”, afirma Beto Preto. Ele destaca a importância de vacinar as crianças e que confia plenamente no imunizante da Pfizer. “Vacinar as crianças é fundamental. Não tem teste em crianças, a Pfizer não é um laboratório de fundo de quintal, é um laboratório reconhecido internacionalmente. No Paraná nenhuma criança será vacinada sem autorização dos pais, eu tenho meus filhos de 11 anos e estou ansioso pela vacinação”, diz.
De acordo com o secretário, mais de duas mil crianças e adolescentes, em um ano e meio de pandemia, morreram no Paraná por causa da doença. “O sarampo voltou depois de 20 anos por causa de furo na vacinação e, assim, em três anos o sarampo já matou 20 pessoas no Paraná”, informa, citando que de um ano e meio para cá a pandemia também já matou 2.500 crianças e adolescentes.
“Não estamos brincando de fazer gestão, a decisão de vacinar esse público é embasada em opiniões científicas, por médicos e especialistas. Ninguém quer colocar a vida de ninguém em risco. Vamos continuar vacinando em 2022, porque nosso foco é a vacina, além dos devidos cuidados que devem continuar sendo mantidos. A pandemia não acabou, apenas estamos vencendo batalhas”, destaca.