POLÍTICA

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Beto Preto participa de discussão nacional sobre desafios da saúde

Da Redação

| Edição de 11 de novembro de 2022 | Atualizado em 11 de novembro de 2022
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O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, foi um dos debatedores convidados do Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp), nesta sexta-feira (11) em São Paulo. O apucaranense, que é deputado federal eleito pelo PSD, falou sobre pandemia, pós-pandemia e ajustes na distribuição de recursos do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). 

O evento contou com a presença do ex-ministro da Saúde, Arthur Chioro, membro da coordenação do Programa de Saúde e do grupo de transição na área de saúde do Governo Lula. Chioro coordenou um painel sobre a saúde no próximo governo. Também participaram do debate deputados federais e gestores estaduais da área. 

No começo da apresentação, o secretário Beto Preto destacou a estratégia paranaense durante o enfrentamento da pandemia, com a abertura de mais de quatro mil leitos de UTI e enfermaria na rede hospitalar do Estado, muitos em parceria com a rede privada.

“Sob orientação do governador Ratinho Junior, fizemos a opção de incrementar as estruturas hospitalares existentes, que nos ofereceram capacidade instalada, de tijolo, parede, e profissionais já habituados a esses ambientes. Sem hospital de lona. Com isso conseguimos criar uma rede ampla, inédita na história do Estado, capaz de atender todos que precisaram”, disse Beto Preto.

Agora, segundo ele, os próximos desafios serão dos gargalos pós-pandemia, especialmente com o contingenciamento das cirurgias eletivas nos dois últimos anos. Ele disse que o Governo do Paraná lançou um programa prevendo R$ 150 milhões para os procedimentos eletivos em mais de dez especialidades no Estado. 

“Há um passivo histórico e vamos precisar também do apoio dos hospitais privados e de profissionais para o programa, que virou uma marca também da gestão. É um volume substancial de recursos, inédito no Paraná”, enfatizou. “Só conseguimos vencer esses desafios trabalhando de maneira integrada”.

Outro desafio será a necessidade de uma revisão nos valores de financiamento da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e ajuste nos repasses direcionados ao custeio federal, além do subfinanciamento do Samu e das políticas de assistência da Alta Complexidade. Esse foi um dos principais temas do congresso. 

“Temos visto cada vez mais uma pressão nos estados e municípios pela garantia de recursos. Temos vários pontos que nos últimos anos foram deixados de lado e precisam de uma readequação de recursos, como a oncologia e também a saúde mental”, afirmou o secretário.