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Beto Richa nega acusações e chama delator de mentiroso

Editoria de Política

| Edição de 05 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em entrevista coletiva, o governador Beto Richa (PSDB) se defendeu ontem das acusações do dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, de que o dinheiro desviado da construção de escolas no Paraná teria ido para a campanha dele em 2014. 
Beto Richa chamou o empresário de “criminoso contumaz” e informou que vai mover um processo judicial contra o delator. “Nunca estive com ele, nunca pedi nada para ele, nunca autorizei ninguém que pedisse alguma coisa para ele”, afirmou o governador, revoltado com as declarações do delator.

Imagem ilustrativa da imagem Beto Richa nega acusações e chama delator de mentiroso


O empresário firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) durante Operação Quadro Negro, que investiga um esquema de desvio de dinheiro que seria usado para construção de escolas. O acordo ainda precisa ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Beto Richa negou todas as acusações feitas por Eduardo Souza contra ele e também contra integrantes da sua equipe de governo. Para o governador, a delação é uma “narrativa fantasiosa”, já que o delator até agora não apresentou provas que sustentem as acusações. “Não trabalhamos com caixa 2”, defendeu-se o governador.
Para Beto Richa, “ele inventou uma historinha, uma narrativa envolvendo políticos do Estado e o governador, que sou eu, para conseguir a liberdade. E conseguiu. Nesse primeiro momento ele se deu bem”, destacou.
O governador disse que vai responder judicialmente às acusações. “Ninguém vai mexer com a honra da minha família impunemente. Vou cobrar na Justiça os meus detratores”, afirmou, ao lado da sua esposa Fernanda Richa. É que na delação ao Ministério Público Federal, o empresário afirmou que o dinheiro desviado de obras públicas também beneficiaria a campanha do irmão do governador, Pepe Richa, e do filho, Marcello Richa.
Beto Richa dez questão de destacar a atuação de seu governo na apuração dos desvios de recursos no âmbito da operação Quadro Negro. Segundo ele, logo que seu gabinete foi informado de suspeitas de superfaturamento nas obras de um muro em uma escola estadual, determinou à Secretaria de Educação que fizesse uma sindicância para apurar os fatos. Como foi constatado que os desvios eram maiores que o estimado inicialmente, conforme revela o governador, o caso foi encaminhado para a Polícia Civil. O governador frisou ainda que todos os envolvidos nos supostos desvios de recursos foram exonerados de seu governo.
Sobre os aditivos referentes às obras sob responsabilidade da construtora Valor, o governador afirmou que “não precisa de mais de dois neurônios” para entender que o cargo pressupõe uma grande quantidade de assinaturas de aditivos de obras. “Eu sou a 12.ª pessoa a aprovar esses aditivos. Passa pelos fiscais do órgão responsável, pelo engenheiro, pelo diretor, pelo superintendente, vem para a Casa Civil, passa pelo mesmo circuito e aí vem para eu assinar. A não ser que você esteja sugerindo que eu coloque uma trena embaixo do braço e vá medir as milhares de obras do Estado do Paraná”, afirmou.

Governador contesta eliminação de provas
Beto Richa também contestou a informação de que teria orientado os envolvidos no suposto esquema a eliminarem provas que pudessem incriminá-lo depois de ter acesso à informação de que a Polícia Civil estaria investigando o caso. “Isso já foi provado que é uma mentira, na medida em que apreenderam no celular, no notebook do iPad do Fanini fotos minhas com ele em uma viagem ao exterior”.
Na entrevista coletiva, Beto Richa admitiu que era amigo pessoal de Maurício Fanini, mas disse que não teve mais contato com o ex-servidor, apontado pelo delator como sendo o operador do esquema.  (EDITORIA DE POLÍTICA)