POLÍTICA

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Bolsonaro compartilha vídeo em que filho critica STF

Agências

| Edição de 17 de março de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) republicou neste sábado em suas redes sociais vídeo em que um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), critica o STF (Supremo Tribunal Federal). Na última quinta-feira, por seis votos a cinco, o STF decidiu que processos da Operação Lava Jato que envolvem crimes eleitorais, como caixa dois, devem tramitar na Justiça Eleitoral.

Imagem ilustrativa da imagem Bolsonaro compartilha vídeo em que filho critica STF


A decisão representa uma derrota para procuradores da força-tarefa da Lava Jato no MPF (Ministério Público Federal), que vinham defendendo publicamente que processos desse tipo fossem divididos e os crimes comuns permanecessem na Justiça Federal, onde tramita a maior parte das investigações da operação.
No vídeo, gravado por Eduardo Bolsonaro anteontem, o deputado diz que ouviu reclamações nas ruas sobre a decisão da Suprema Corte. “Hoje durante meu dia, por todos os lugares por que passei, muitas pessoas demonstraram sua insatisfação com a decisão de ontem do STF”, diz o deputado. 
Em seguida, Eduardo defende o pacote anticrime enviado ao Congresso Nacional pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. “Mesmo com a decisão do STF de ontem, fazendo a conexão para a justiça eleitoral, o pacote anticrime enviado pelo ministro Sergio Moro ao Congresso sana isso. Retorna a competência para a justiça comum”, diz, pedindo apoio à
aprovação do pacote do ministro Sérgio Moro.
Um projeto de lei que pretende reverter a decisão do STF sobre processos da Lava Jato que envolvem crimes eleitorais associados a crimes comuns foi apresentado pelo líder do PSL no Senado, Major Olímpio, ainda na noite de quinta-feira. O texto aguarda leitura no Plenário do Senado.
A intenção, segundo o senador, é sanar qualquer dúvida sobre a competência para julgar crimes comuns cometidos em conexão com crimes eleitorais, garantir o combate ao crime organizado e à corrupção, evitando a impunidade.
“A Justiça Eleitoral continuará a fazer o brilhante trabalho de combater crimes eleitorais e a Justiça comum irá continuar combatendo a corrupção e a impunidade”, diz na justificativa.