POLÍTICA

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Bolsonaro define ministros que vão deixar o governo

Da Redação

| Edição de 18 de março de 2022 | Atualizado em 18 de março de 2022
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E m reunião ministerial ontem no Palácio do Planalto, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), definiu os nomes dos ministros que vão deixar o governo até final deste mês para concorrer às eleições de outubro deste ano. Pelo menos nove deles vão colocar seus cargos à disposição.

São eles Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), João Roma (Cidadania), Flávia Arruda (Secretária de Governo), Tereza Cristina (Agricultura), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Braga Netto (Defesa), que deverá ser candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2 de outubro.

Esses ministros deixarão o governo para disputar vagas no Senado ou nos governos estaduais e, pelas regras eleitorais, têm que se desincompatibilizar dos atuais cargos. Segundo se comenta no Palácio do Planalto, o ministro João Roma deverá concorrer ao governo da Bahia, enquanto Onix Lorenzoni e Tarciso de Freitas vão disputar o governo nos estados do Rio Grande do Sul e São Paulo, respectivamente. Já a ministra Tereza Cristina poderá disputar o Senado pelo Mato Grosso do Sul.

Além dos ministros, o vice-presidente Hamilton Mourão, recém filiado ao Republicanos, deve ser candidato ao Senado no Rio Grande do Sul e não precisará deixar o cargo. No entanto, não poderá mais assumir a presidência na ausência de Bolsonaro.

Diante dessas baixas, o presidente Jair Bolsonaro também já começa a pensar nos nomes dos novos ministros para ocupar as funções dos que deixarão o primeiro escalão do governo.

Na maioria das trocas, a tendência é que algum executivo que já esteja na atual estrutura dos ministérios assuma a Pasta. Este seria, por exemplo, o caso da Agricultura, em que o secretário-executivo, Marcos Montes, tem apoio da bancada ruralista para substituir Tereza Cristina, bastante ligada ao agronegócio.

Já na Defesa, a mudança seria mais estratégica. Bolsonaro deve optar por um comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, para esse ministério. E para o comando do Exército iria o atual comandante de Operações Terrestres da Força, general Freire Gomes, nome considerado alinhado ao bolsonarismo.

Muito cotado para a Casa Civil, linha de frente na defesa do presidente na CPI da Covid, o senador Marcos Rogério (PL-RO) afirmou que, embora tenha recebido a ministra da Secretaria de Governo Flávia Arruda (PL) em seu gabinete nesta quarta - feira, ele não está na lista de ministros. “Ainda que o presidente pudesse me escolher, eu sou pré-candidato ao governo de Rondônia”, afirmou.

Ainda não há definição sobre os substitutos, porque partidos aliados como o PP e o PL, sigla de Bolsonaro, querem ocupar mais espaço. O lançamento da pré-candidatura à reeleição do presidente Bolsonaro está marcado para o dia 26 deste mês.