O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo ontem de operação da Polícia Federal (PF) que investiga adulteração em cartões de vacinação. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente. Os agentes recolheram o celular de Bolsonaro.
A operação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva em Brasília e no Rio de Janeiro. Entre os presos está o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, e outros cinco integrantes da segurança pessoal de Bolsonaro.
A Polícia Federal investiga suspeita de fraude nos registros de vacina do ex-presidente e da filha. Segundo as apurações, teria sido falsamente inserida a informação de que Bolsonaro se vacinou para ele poder entrar nos Estados Unidos.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que é “plausível” a linha de investigação de que Bolsonaro e seu grupo tenham inserido dados falsos sobre vacina para obter vantagens.
Segundo a PF, o certificado de vacinação do ex-presidente foi emitido pelo aplicativo ConecteSUS por um computador cadastrado no Palácio do Planalto. O cartão aponta que o ex-presidente teria recebido três doses da vacina contra a covid-19: uma Janssen e duas Pfizer.
Bolsonaro nega que tenha se vacinado. “Nunca falei que tomei a vacina [de covid-19]. Nunca me foi pedido cartão de vacinação nos EUA. Não existe adulteração de minha parte”, disse o ex-presidente ao deixar sua residência em Brasília, acompanhado de seus advogados de defesa.
Ele disse que optou por não tomar a vacina após ler a bula do imunizante: “eu não tomei a vacina. Foi uma decisão pessoal minha, depois de ler a bula da [vacina] Pfizer.” Ele informou ainda que sua filha Laura Bolsonaro também não tomou a vacina. Para o ex-presidente, a operação é “política”.