POLÍTICA

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Bolsonaro sugere acionar Força Nacional em protestos

Da Redação

| Edição de 06 de junho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O presidente Jair Bolsonaro sugeriu, durante discurso na inauguração de um hospital de campanha em Águas Lindas de Goiás, que forças de segurança federais podem ser acionadas para atuar em Brasília neste domingo (7), data em que estão previstos protestos tanto contra quanto a favor do seu governo.

Ontem, o possível emprego da Força Nacional na capital federal foi tema de discussões que envolvem o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e a Polícia Militar do Distrito Federal. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Segurança Pública do DF respondeu que nada foi definido ainda sobre uma eventual solicitação de apoio dos agentes federais.
No evento de ontem, Bolsonaro voltou a apelar para que seus apoiadores não participem dos atos marcados para o domingo, sinalizando que isso ajudaria a identificar os que ele chamou de “marginais” para uma eventual atuação das forças oficiais de segurança.
“Que o outro lado que luta pela democracia, que quer o governo funcionando e quer um Brasil melhor e preza por sua liberdade que não compareça às ruas nesses dias para que nós possamos, a Força de Segurança, nossas forças estaduais bem como a nossa Federal façam seu devido trabalho, por ventura, esses marginais extrapolem os limites da lei”, disse o presidente no encerramento do seu discurso.
Bolsonaro tem criticado manifestantes contra seu governo, numa tentativa de criminalizar os movimentos. Na quinta, na ‘live’ semanal que faz nas suas redes sociais, chamou os integrantes de grupos contrários ao seu governo que pretendem ir às ruas no domingo de “marginais” e “viciados”.
Ontem, na cerimônia, os chamou de “terroristas” e “maconheiros” que “estão querendo quebrar o Brasil”.

 OMS
Mais tarde, durante entrevista em Brasília, o presidente fez críticas ao trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) na pandemia e disse que o governo pode deixar a organização, que atuaria, segundo ele, “com viés ideológico”. No fim de maio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a saída do país da OMS, congelando repasses que o governo norte-americano faria à entidade.
“E adianto aqui, os Estados Unidos saíram da OMS, e a gente estuda, no futuro, ou a OMS trabalha sem viés ideológico, ou vamos estar fora também. Não precisamos de ninguém de lá de fora para dar palpite na saúde aqui dentro”, disse Bolsonaro a jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada. O presidente fez referência à controvérsia causada pelas pesquisas que a OMS conduzia sobre a hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus.