POLÍTICA

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Câmara aprova lei que proíbe exploração de gás de xisto em Arapongas

Editoria de Política

| Edição de 12 de agosto de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Com o apoio total dos vereadores, a Câmara de Arapongas aprovou em primeira discussão, na noite de terça-feira, o Projeto de Lei 08/2016 que proíbe a concessão de alvarás pela prefeitura para exploração de gás de xisto no município por fraturamento hidráulico, pelo método não convencional conhecido como Fracking. O PL também proíbe a realização de testes sísmicos para prospecção de petróleo e gás, a outorga de água para realização do fraturamento das rochas no subsolo e o tráfego de caminhões com produtos químicos.

“Pode parecer um gesto pequeno, mas sabemos que terá grande significado no futuro quando o nosso povo estará protegido dos impactos contaminantes e devastadores do Fracking”, afirmou o vereador Lita Evangelista, um dos autores do PL, também subscrito por Aroldo Pagan, Lucas Correia, Valdeir José Pereira e Antônio Chavioli. Na próxima semana será a votação em segunda discussão e depois irá para sanção do Executivo municipal.

MÉTODO

Fracking é a tecnologia utilizada para a extração do gás de xisto. Milhões de litros de água são injetados no subsolo a altíssima pressão misturados com areia e um coquetel de mais de 600 substâncias químicas, muitas delas cancerígenas e radioativas. Parte dos resíduos permanece no subsolo contaminando os aquíferos. O que retorna à superfície contamina os rios e nascentes, o solo e o ar, além de provocar câncer nas pessoas e animais. Onde há Fracking não há água para consumo humano, torna o solo infértil para a agricultura e causa severos e irreversíveis problemas de saúde, como má formação congênita, esterilidade nas mulheres e homens, abortos e doenças crônicas respiratórias.