A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu ontem que o ex-presidente da Casa e deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) poderá usar um apartamento funcional, pago pelo Congresso, assim que se mudar da residência oficial da Câmara.
Desde que renunciou ao cargo, no início de julho, Cunha já havia perdido os benefícios que tinha como presidente mas somente nesta quinta a Mesa Diretora da Câmara revogou o ato em que tais questões eram previstas e editou uma nova norma permitindo que o peemedebista possa ocupar um apartamento funcional. Cunha tem até o dia 6 de agosto para se mudar, mas ele já prometeu que fará a mudança até este final de semana. Com a renúncia à presidência ele perdeu direitos como segurança pessoal, carro oficial e direito a voo em aviões da FAB (Força Aérea Brasileira).
De acordo com o primeiro secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), Cunha pediu formalmente para usar um apartamento funcional. A Mesa Diretora entendeu que ele, por ainda ser deputado, tem direito ao imóvel até a decisão sobre a sua eventual cassação. A decisão teve o aval dos cinco integrantes da Mesa Diretora que participaram da reunião. Dois deles faltaram: a deputada Mara Gabrili (PSDB-SP), 3ª secretária, e Giacobo (PR-PP), 2º vice-presidente.