POLÍTICA

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Câmara cobra explicações sobre situação da Santa Casa

Edison Costa

| Edição de 18 de outubro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O provedor do Hospital Irmandade Santa Casa de Arapongas, Leonardo Daleffe, e o administrador da instituição, Durval Yukio Kuwano, compareceram à sessão ordinária do Legislativo na tarde de segunda-feira. Eles atenderam a um requerimento de convocação proposto pelo vereador Fernando Henrique Oliveira (PSDB) e assinado por todos os vereadores que compõem a casa legislativa, inclusive pelo presidente Osvaldo Alves dos Santos (PSC), o Osvaldinho.

Imagem ilustrativa da imagem Câmara cobra explicações sobre situação da Santa Casa


Os vereadores cobraram explicações sobre o que realmente aconteceu no dia 28 de setembro, quando o hospital fechou o setor de obstetrícia, deixando de atender a mulheres gestantes pela rede pública, algumas delas já quase em trabalho de parto. Também cobraram explicações sobre a situação financeira da instituição, suas receitas e despesas. 
A cobrança foi feita porque o hospital é filantrópico e recebe auxílios federal, estadual e municipal. Apesar disso o atendimento teria sido paralisado sem um aviso prévio à comunidade e aos órgãos públicos de saúde. Na ocasião, o prefeito Sérgio Onofre da Silva (PSC) até ameaçou fazer uma intervenção no hospital em função do ocorrido, alegando que o Município repassa R$ 160 mil por mês à instituição para esta finalidade. Outros R$ 155 mil são repassados pelo programa Mãe Paranaense, do governo do Estado.
Leonardo Daleffe e Durval Kuwano relataram as dificuldades financeiras que a Santa Casa vem enfrentando ao longo dos anos, ocasionadas segundo eles pelo baixo repasse de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) e pela queda de outras receitas provenientes do setor público estadual e municipal e de convênios de saúde com o setor privado já que, em função da crise econômica, muitos deixaram de pagar convênios e migraram para a rede pública. Conforme assinalam, soma-se a isso o altíssimo custo do atendimento de saúde prestado à população com pagamentos de médicos, de funcionários, manutenção do hospital e compromisso com fornecedores.
Sobre a paralisação do setor de obstetrícia, eles explicam que houve uma negociação com os médicos para pagamento de 40% de seus subsídios naquela semana e o restante na outra. “No entanto, um grupo de médicos não concordou e entrou em greve, deixando o hospital na mão”, disse Daleffe. Segundo ele, profissionais para este setor não se consegue de uma hora para outra.