POLÍTICA

min de leitura - #

Câmara instala comissão para investigar vereador em Arapongas

Edison Costa

| Edição de 31 de maio de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A Câmara de Vereadores de Arapongas instalou na sessão ordinária de anteontem à noite uma Comissão Processante (CP) para investigar a conduta do vereador Valdeir José Pereira (PHS), o Maringá. A CP foi constituída atendendo a uma recomendação da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Arapongas, tendo à frente o promotor Bruno Vagaes.

Imagem ilustrativa da imagem Câmara instala comissão para investigar vereador em Arapongas


O vereador Maringá e outras três pessoas respondem no Ministério Público a uma denúncia criminal por suposta fraude em licitação para contratação de uma empresa destinada a executar a digitalização do acervo físico da Casa Legislativa, quando ele foi presidente da Câmara de Arapongas no biênio 2015/2016. Maringá teria recebido R$ 22 mil de propina por vários meses para manter o contrato com a empresa, segundo a denúncia.
No início deste mês, Maringá chegou a ser preso pela “Operação Control Z”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por intermédio da 1ª Promotoria. Também foram presos os empresários Manoel Martins de Oliveira, o Mané Bocão, de Arapongas, Ederson Leiva, de Mandaguari, e Nedson Gomes dos Santos, de Maringá.
Maringá e Mané Bocão foram denunciados por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Já os outros dois empresários responsáveis pela realização dos pagamentos ilícitos, Ederson Leiva e Nedson Gomes dos Santos, foram denunciados por fraude a licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Todos já estão respondendo o processo em liberdade.
A Comissão Processante foi constituída por sorteio. Dela fazem parte os vereadores Aroldo Pagan (PHS), presidente; Reivaldo dos Santos (PTB), relator; e Adauto Fornazieri (PSC), membro.
Segundo o presidente do Legislativo, Osvaldo Alves dos Santos (PSC), o Osvaldinho, a CP tem um prazo de 90 dias para fazer o procedimento investigatório e concluir o relatório. Ao final dos trabalhos, a CP poderá dar seu parecer pela cassação ou não do mandato do vereador Maringá por improbidade administrativa e falta de decoro parlamentar.
A sessão foi assistida nas galerias da Câmara por um grupo de pessoas pedindo providências contra supostos atos de corrupção na Casa de Leis ocorridos na Legislatura passada. A reportagem não conseguiu contato com o veredor Maringá.