POLÍTICA

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Câmara suspende suas atividades em Arapongas

Edison Costa

| Edição de 30 de maio de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Câmara de Arapongas, por intermédio de seu presidente Osvaldo Alves dos Santos (PSC), o Osvaldinho, emitiu comunicado informando que, em função da paralisação dos caminhoneiros, decidiu pela paralisação de suas atividades a partir de ontem e por tempo indeterminado.

Imagem ilustrativa da imagem Câmara suspende suas atividades em Arapongas


Segundo Osvaldinho, a decisão foi tomada pela mesa executiva através de consenso após reunião com os vereadores. Ele assegura, no entanto, que a sessão ordinária será realizada normalmente na próxima segunda-feira. Da mesma forma serão realizadas sessões extraordinárias caso tenham projetos encaminhados pelo Executivo em regime de urgência.
“Assim como outros setores da sociedade, o Legislativo também sente os efeitos ocasionados pela paralisação dos caminhoneiros. São justas as reivindicações da categoria e manifestamos total apoio à paralisação”, disse.
Conforme Osvaldinho, as atividades na Câmara de Arapongas voltarão ao normal tão logo termine o movimento deflagrado pelos caminhoneiros em todo o País.
Durante a sessão ordinária de segunda-feira à noite, vereadores manifestaram apoio e solidariedade ao movimento grevista. No entender da maioria, trata-se de um movimento legítimo e de toda a sociedade brasileira.
Para o vereador Rubens Franzin Manoel (PP), o Rubão, os caminhoneiros estão fazendo o que 90% do povo brasileiro não tem coragem de fazer. “Eles estão fazendo não apenas uma manifestação, mas uma reivindicação para salvação desse nosso País”, afirmou.
A vereadora Angélica Ferreira (PSC) lembrou que o momento é trágico e remete a uma reflexão não só política, mas de vida social, uma reflexão sobre os candidatos que concorrerão nas próximas eleições. No seu entender, mais do que uma diminuição do preço do diesel, o País precisa de uma reforma tributária que diminua os encargos dos brasileiros e dê mais condições de vida a todos.
O vereador Fernando Henrique Oliveira (PSDB) disse apoiar o movimento dos caminhoneiros como manifestação popular, mas não com políticos e outros movimentos alheios infiltrados. Ele citou entre eles o MST, o Fora Temer e o Lula Livre. Segundo ele, quando essas pessoas contaminam o movimento tiram o seu foco principal. Outros vereadores manifestaram solidariedade à luta da categoria.