POLÍTICA

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Candidato Ciro Gomes prioriza sua campanha em redutos petistas

Folhapress

| Edição de 16 de setembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Por uma vaga no segundo turno, o candidato do PDT à sucessão presidencial, Ciro Gomes, iniciou estratégia para tentar brecar transferência de votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (P T) ao ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).
A última pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, mostra um empate técnico entre os dois candidatos de esquerda, que apresentam 13%, atrás apenas de Jair Bolsonaro, do PSL, com 26%.
Até o final de setembro, Ciro aumentará agendas de campanha no Nordeste e no Norte, regiões onde petistas costumam ter melhor desempenho em disputas presidenciais.
O Nordeste foi a região em que Haddad mais cresceu nesta semana em que foi confirmado como candidato no lugar de Lula: de 13% na segunda para 20%, ultrapassando numericamente Ciro, que agora tem 18%, mas empatando com o pedetista na margem de erro de dois pontos.
No Norte, Haddad cresceu dois pontos e Ciro caiu dois, dentro da margem de erro, resultando em empate técnico.
Ciro pretende, nas duas regiões, adotar uma espécie de discurso híbrido. A ideia é que, ao mesmo tempo em que reforce a defesa do ex-presidente petista, ele aumente as críticas aos erros do partido, buscando, assim, avançar sobre parcela dos eleitores lulistas, mas sem atrair a rejeição da sigla.
 A avaliação na equipe de campanha é de que o período de transição na campanha petista deve durar cerca de duas semanas, intervalo em que os eleitores começarão a associar de maneira mais clara a imagem de Lula a de Haddad. O desafio de Ciro é o de evitar que os votos de eleitores de Lula que ainda estão voláteis desde sua saída do quadro eleitoral se tornem convictos em Haddad. Caso eles se cristalizem, o diagnóstico é de que dificilmente podem ser revertidos.