O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibilizou no seu site dados referentes às receitas e despesas de campanha eleitoral dos candidatos a prefeito, vice e a vereador nas eleições do primeiro turno realizadas no dia 2 de outubro deste ano. O prazo para prestações de contas junto à Justiça Eleitoral terminou no dia 1º de novembro.
No entanto, números ainda não totalmente atualizados. Eventuais sobras de campanhas o candidato deverá repassar para o diretório estadual do partido.
Em Apucarana e Arapongas, que são os dois maiores colégios eleitorais da região, os candidatos a prefeito gastaram valores bem inferiores aos limites permitidos nos respectivos municípios. Como neste ano não foram permitidas as doações de empresas, a receita dos candidatos não foi a esperada, já que dependeram basicamente de doações de pessoas físicas, de partidos e de recursos do próprio bolso. Isso fez com que as campanhas fossem bastante enxutas, ou seja, sem grandes investimentos em propagandas e mídias eleitorais conforme aconteciam no passado.
Somando os três candidatos a prefeito de Apucarana e os três de Arapongas, a campanha teve um custo total de R$ 632.554,19, enquanto a receita atingiu
R$ 760.637,07.
Em Apucarana, o candidato que mais arrecadou e também mais gastou foi o prefeito Beto Preto (PSD), que conseguiu a sua reeleição com 60.001 votos ou 86,11% dos votos válidos.
A campanha de Beto Preto arrecadou R$ 196,600,00 e teve uma despesa de R$ 112.628,00. O gasto representa 44% do limite permitido em Apucarana, que era de R$ 255.461,77.
A maior parte da receita de Beto Preto foi proveniente de doações de pessoas físicas, num total de R$ 85.400,00. Outros R$ 69,2 mil vieram de partidos políticos e R$ 42 mil de recursos próprios.
O candidato Sérgio Luiz Bolonhezi (PSDB) relatou uma despesa de R$ 60,5 mil (23,7%) e um total de recursos recebidos de
R$ 80,5 mil. Segundo ele, R$ 36 mil foram recebidos de doações partidárias, R$ 30,5 mil de recursos próprios e R$ 12,5 mil de pessoas físicas.
O candidato Alex Júlio Barbosa (PSOL) declarou ter gasto
R$ 2.056,00 (0,8%) numa receita de R$ 2.390. Ele colocou R$ 1.640,00 do seu próprio bolso para custear a campanha e
R$ 750 vieram de doações de pessoas físicas.
No total, os três gastaram R$ 175,2 mil, 22,9% de R$ 766,3 mil.
ARAPONGAS
Em Arapongas, o candidato que mais recebeu recursos e também mais gastou foi o prefeito eleito Sérgio Onofre da Silva (PSC), que fez 24.465 votos (50,91%). Onofre declarou uma receita de R$ 274.006,23 e uma despesa de R$ 255.966,23, ou seja, 45,8% do limite permitido em Arapongas, que era de R$ 557.784,79.
A maior parte da receita de Onofre veio de doações de pessoas físicas, num total de R$ 244.440,00, além de R$ 20 mil de doações partidárias e R$ 9,5 mil de recursos próprios.
O prefeito padre Antônio José Beffa (PHS) declarou uma receita de R$ 130,7 mil e um gasto de R$ 127,1 mil (22,8%). A receita foi composta por R$ 64,5 mil de doação partidária, R$ 64,5 mil de recursos próprios e R$ 6,2 mil de pessoas físicas.
Já o candidato José Bisca (PSDB), que teve sua candidatura indeferida, teve uma receita de R$ 76,3 mil e um gasto R$ 73,3 mil (13,1%). Ele recebeu R$ 51 mil de pessoas físicas e investiu R$ 5,2 mil de recursos próprios.
Os três juntos gastaram R$ 457 mil, 27% do limite total de R$ 1,6 milhão.