POLÍTICA

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Carli Filho pega nove anos e quatro meses de prisão

Folhapress

| Edição de 01 de março de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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é condenado por causar duas  mortes no trânsito
O ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho, 35, foi condenado na tarde de ontem a nove anos e quatro meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por duplo homicídio com dolo eventual (quando assume o risco de matar).
Em 2009, ele se envolveu em um acidente de trânsito que resultou na morte de dois jovens em Curitiba. O ex-parlamentar, julgado por um júri, poderá recorrer em liberdade.

Imagem ilustrativa da imagem Carli Filho pega nove anos e quatro meses de prisão


O júri, formado por cinco mulheres e dois homens, entendeu que Carli assumiu o risco de matar na ocasião. O ex-deputado havia ingerido álcool antes do acidente. A dosimetria da pena ficou a cargo do juiz Daniel Avelar.
Os jurados responderam quatro questões formuladas pelo juiz: se houve morte, se a ação do réu foi causa da morte, se o réu agiu de forma culposa (por imprudência) e se o acusado deveria ser absolvido. Eles julgaram que o ex-deputado agiu de forma dolosa e votaram contra a absolvição.
Ao ser interrogado no julgamento, Carli assumiu parcela de culpa, mas disse que não teve a intenção de matar. “Tenho certeza de que ele não saiu de casa com a intenção de morrer, mas eu também não saí com a intenção de matar.”
O ex-deputado afirmou estar arrependido e que pensa no acidente todos os dias. Ele pediu “desculpas” às mães das vítimas. Uma delas, a deputada federal Christiane Yared (PR), acompanhava o julgamento nas primeiras fileiras.
“Quero hoje poder pedir desculpas pelo que causei. Eu quase morri. O filho de vocês morreu e eu quero, do fundo do coração, pedir desculpas”, disse.
Carli afirmou que “jamais poderia imaginar” que um carro passaria na frente do seu na via preferencial, argumentação utilizada pela defesa. Seus advogados sustentaram que as vítimas também erraram ao invadir a preferência do acusado. 
 A defesa argumentou que o ex-deputado deveria ser condenado por homicídio culposo, quando não há a intenção de causar dano. Os advogados defenderam que Carli não assumiu o risco de matar, da mesma forma que não assumiu o risco de morrer. Uma prova disto seria que o próprio acusado quase morreu -situação que não teria sido prevista por ele.