O chefe de gabinete do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), Talma Bauer, foi liberado na madrugada de ontem após ser preso na sexta-feira. Ele é investigado sob suspeita de ter ameaçado a jornalista Patricia Lélis, 22, que acusa Feliciano de tê-la estuprado. Segundo o delegado Luis Roberto Hellmeister, Bauer foi interrogado, mas deve prestar outro depoimento.
Segundo Lélis, o assessor do deputado teria interceptado a jornalista, armado, feito com que ela entrasse em um carro e depois gravasse um vídeo desmentindo as acusações. Ela registrou Boletim de Ocorrência e prestou depoimento no 3º DP (Campos Elíseos).
Há a suspeita de que o chefe de gabinete teria tentado subornar a mulher para que ela desistisse de acusar o deputado, segundo uma testemunha, um amigo da vítima. Bauer teria ido a São Paulo nesta semana para entregar a quantia -entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, segundo o delegado, que não soube precisar o valor- para Lélis.
Ao sair da delegacia, Bauer disse que tinha ido prestar esclarecimentos "sobre uma menina que veio fazer uma falsa comunicação de fatos".