A comissão especial do impeachment do Senado dispensou a oitiva de quatro testemunhas que deveriam falar ao colegiado ontem e nesta terça. Os pedidos para cancelar os depoimentos foram apresentados por senadores da base aliada do presidente interino Michel Temer (PMDB). A decisão gerou reação dos parlamentares que defendem a presidente afastada, Dilma Rousseff (PT).
Os senadores aliados alegaram que não seria necessário ouvir pessoas que poderiam apresentar argumentos que já foram expostos na comissão. “Já temos o nosso juízo de valor formado, por isso entendemos que não é necessário ouvir algumas testemunhas”, afirmou a senadora Simone Tebet (PMDB-MS).
Na reunião desta segunda, seriam ouvidas apenas duas pessoas: Leonardo Albernaz, secretário de macroavaliação governamental do Tribunal de Contas da União, e Tiago Alvez Dutra, secretário de Controle Externo do TCU.
Foram dispensados da reunião desta segunda Marcus Pereira Aucélio, ex-subsecretário de Política Fiscal do Tesouro Nacional, e Esther Dweck, ex-secretária de Orçamento e Finanças. No momento em que a decisão foi tomada, ambos já aguardavam, em uma sala especial da comissão, sua vez de falar.