POLÍTICA

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Covid domina debates na sessão da Câmara de Vereadores de Apucarana

DA REDAÇÃO

| Edição de 02 de março de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Câmara de Vereadores de Apucarana realizou sessão ordinária na tarde desta segunda-feira (1º), sob o comando do presidente da Casa, vereador Franciley Preto Godói Poim (PSD). Em virtude da pandemia do coronavírus, mais uma vez a sessão foi sem público e assessorada por apenas alguns servidores.

O avanço da Covid-19 e as últimas medidas restritivas adotadas em nível de Paraná pelo governador Ratinho Junior (PSD) e pelos prefeitos, entre eles, o de Apucarana, Junior da Femac (PSD), que seguiu o decreto governamental, dominaram os debates durante a sessão. Vereadores divergem sobre a eficácia das medidas restritivas, quando elas atingem apenas determinado segmento da sociedade. Alguns defendem ainda que haja maior fiscalização sobre as aglomerações e não uso de máscaras que ocorrem nas ruas, nas praças, em alguns estabelecimentos comerciais, nos campinhos de futebol e nos bairros da periferia.
O vereador Tiago Cordeiro de Lima (MDB), por exemplo, defendeu as medidas adotadas em nível de Apucarana, a exemplo do Paraná, como forma de conter o contágio pelo coronavírus. “Infelizmente, os bons pagam apelos maus”, disse Tiago Lima. No entanto, ele frisa que, se o governo do Estado determina o fechamento do comércio, também deveria adotar um lockdow para empresas estatais, como a Copel e a Sanepar, no sentido de suspender as contas de água e luz que cobram dos consumidores.
Para o vereador Luciano Molina (PL), quando o governador baixou este decreto talvez seja visando evitar o pior, já que não existem mais leitos e oxigênio disponíveis nos hospitais do Paraná. “Então o decreto é para que as pessoas não morram sem ser atendidas”, imaginou.
Já o vereador Marcos da Vila Reis (PSD) culpou o governo federal por toda a situação, ao não tomar medidas urgentes para conter o coronavírus desde início da pandemia. Ele citou a troca de três ministros da Saúde e o que considera desorganização total para adoção de medidas preventivas e de compra e distribuição de vacinas.
Mas ele culpa também a própria população por essa situação à medida que muita gente não segue as regras sanitárias. “O que falta é maior conscientização de nós brasileiros, e eu me incluo nisso, quanto aos cuidados que devem ser tomados neste tempo de pandemia”, disse, citando que estão ocorrendo muitas aglomerações em ambientes familiares, com festinhas e churrascos, além de idas às praias quando há feriados prolongados.