POLÍTICA

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Cunha diz que seu silêncio nunca esteve à venda

Folhapress

| Edição de 15 de junho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em depoimento à Polícia Federal (PF), o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) declarou ontem que seu silêncio “nunca esteve à venda”, negou qualquer recebimento de propina para não fazer delação e afirmou que não foi procurado por nenhum representante do presidente Michel Temer (PMDB) com o objetivo de comprar o silêncio dele.
Cunha frisou que não foi procurado “direta ou indiretamente” por interlocutores do doleiro Lucio Funaro para que ele não fizesse revelações sobre supostos negócios ilícitos.

Imagem ilustrativa da imagem Cunha diz que seu silêncio nunca esteve à venda


Em gravação feita por Joesley com o presidente Temer, o empresário conta que está agindo para manter boas relações com Eduardo Cunha e o doleiro Lucio Funaro. Em depoimento posterior, Joesley relatou que pagou R$ 400 mil a Funaro para que ele e Cunha não contassem as irregularidades que conheciam da JBS e de integrantes do PMDB como Temer.
O empresário afirmou à Procuradoria-Geral da República que pagou R$ 5 milhões ao peemedebista.
Temer disse que Joesley era um “falastrão” e por isso não teria levado a sério a conversa que teve com o empresário num porão do Palácio do Jaburu, a residência do presidente.
Cunha afirmou no depoimento à Polícia Federal também que não teve a intenção de constranger Temer com uma série de perguntas que enviou ao presidente.
O ex-deputado disse que “as questões formuladas foram parte da estratégia de defesa do declarante e não tiveram a intenção de constranger o presidente Michel Temer ou qualquer outra pessoa”. Sobre as questões que encaminhou à Justiça de Brasília, “o declarante informou que irá tratar destes fatos no momento processual adequado naquela ação penal”.