POLÍTICA

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Cunha manobra e cancela sessão

Folhapress

| Edição de 20 de novembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Após conseguir, com apoio do PT e da sua tropa de choque, suspender a reunião do Conselho de Ética que analisaria o parecer preliminar pela admissibilidade do pedido de cassação do mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o peemedebista manobrou mais uma vez e cancelou, já no plenário, a sessão ocorrida na manhã de ontem.

Imagem ilustrativa da imagem Cunha manobra e cancela sessão

Após uma guerra de questões de ordem, o segundo secretário, Felipe Bornier (PSD-RJ), para quem Cunha passou a presidência, acatou os argumentos dos aliados do peemedebista assim que começaram as discussões acerca do Conselho. As alegações giraram em torno de descumprimentos de questões regimentais, todas já alegadas durante a reunião da comissão julgadora.

Mesmo sem integrar a comissão julgadora, a tropa de choque do peemedebista compareceu em peso à sessão para derrubar a sessão.

Sem registrar presença, um dos mais fieis escudeiros de Cunha, André Moura (PSC-SE), pediu o encerramento da sessão antes mesmo que ela fosse aberta alegando falta de quórum. Com base no artigo 79 do Regimento Interno, alegou que, passados 30 minutos do horário marcado para o início dos trabalhos do Conselho, o presidente deveria declarar que não haveria quorum.

A sessão de ontem serviu como um teste de fidelidade dos membros do Conselho que os aliados de Cunha acreditam estar ao lado dele no caso. A orientação era esvaziar a reunião, o que ocorreu.

Em um acordo de bastidor que envolve o congelamento dos pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PT cumpriu com a sinalização dada na quarta (18) de que ajudaria Cunha a protelar seu processo de cassação.

Na sessão da manhã de ontem, nenhum petista registrou presença até a abertura dos trabalhos. Em seguida, chegaram Assis Carvalho (PT-PI), que é suplente, e Zé Geraldo (PT-PA). Eles, contudo, acompanharam a reunião em silêncio.