O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou na manhã de ontem que, apesar dos atrasos no tempo de discurso dos partidos, o horário da votação neste domingo está mantido, com início da sessão às 14h.
Para isso, poderia apresentar requerimento para que apenas seis dos 249 parlamentares inscritos para discursar o fariam na noite de ontem.
Às 10h15 de ontem, ainda restavam sete dos 25 partidos para falar - cada um tem o tempo de uma hora. Esta etapa teve início às 11h de sexta-feira e seguiu durante toda a madrugada.
Cunha disse estimar que a fala dos partidos terminaria por volta das 22h deste sábado.
Até ontem não era possível calcular o número exato de deputados a favor e contra o impeachment. “(Na sexta) alguns parlamentares que estavam a favor do impeachment se posicionaram contrariamente, como o vice-presidente da Câmara, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA). Houve também crescimento daqueles que vão se abster e que estavam até então apoiando o processo de impeachment”, disse o deputado Wadih Damous (PT-RJ).
Neste domingo, a sessão será aberta às 14h para votação, havendo necessidade de quórum mínimo de 51 deputados. O presidente da Câmara também está apto a votar.
Os líderes de todos os partidos poderão falar para orientar o voto de suas bancadas. Logo em seguida, será iniciada a votação. Cada parlamentar será chamado pelo nome e terá 10 segundos para anunciar o voto. A ordem de chamada para votação será de deputados do Norte ao Sul, alternadamente.
Durante a deliberação, não caberá tempo de líder nem qualquer outra interrupção. Os deputados que estiverem ausentes serão chamados nominalmente após a primeira chamada. Somente um microfone ficará disponível para o anúncio do voto durante a deliberação. A previsão inicial era que a votação se encerre depois das 21 horas.