A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou, em petição ao juiz Sergio Moro ontem, que não concorda com a realização de um interrogatório do petista por videoconferência.
A sugestão havia sido feita na semana passada pelo juiz, que pediu a manifestação da defesa sobre a possibilidade.
Ele marcou um novo interrogatório do petista para o dia 13 de setembro, numa ação que investiga se Lula se beneficiou de R$ 12 milhões em vantagens indevidas, na compra de um terreno que seria destinado ao Instituto Lula pela empreiteira Odebrecht.
Na ocasião, Moro disse que o interrogatório anterior de Lula em Curitiba, em maio, gerou “gastos necessários, mas indesejáveis de recursos públicos”. Foram R$ 110 mil em despesas com um esquema de segurança, montado pela Polícia Militar do Paraná.
Os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins argumentaram que a lei assegura ao acusado o direito de ser interrogado presencialmente pelo juiz, e que a realização de videoconferência é “excepcional”.
“Nenhuma alegação de ‘gastos desnecessários’ se mostra juridicamente válida para alterar a regra do interrogatório presencial estabelecida na lei”, afirmaram os defensores.
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