POLÍTICA

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Delcídio contradiz banqueiro ao depor

Folhapress

| Edição de 28 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em depoimento à Polícia Federal na quinta-feira à noite, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) confirmou ter mantido conversas com o banqueiro André Esteves sobre a família do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, mas se recusou a falar sobre o dono do BTG Pactual.

O petista foi questionado pelos investigadores se realmente tratou com o banqueiro um assunto relatado em reunião gravada pelo filho de Cerveró, Bernardo, e que fundamentou a decretação de sua prisão, ocorrida na quarta-feira (25).

Imagem ilustrativa da imagem Delcídio contradiz banqueiro ao depor

No áudio entregue aos procuradores, o congressista relata que Esteves estava ciente de que ele estava conversando com pessoas próximas ao ex-diretor para “encaminhar definitivamente aquilo que nós conversamos” -uma possível referência ao acordo financeiro pelo qual o BTG Pactual pagaria uma mesada de R$ 50 mil em troca do silêncio de Cerveró no acordo de delação premiada.

Delcídio e Esteves estão presos acusados de tentar atrapalhar as investigações do esquema de corrupção da Petrobras. O banqueiro já havia dito em seu depoimento que teve reuniões com o petista, mas que o conhecia apenas “institucionalmente” e que conversaram sobre economia.

“Perguntado se a conversa narrada no diálogo supostamente havida com André Esteves realmente ocorreu, afirma que sim, e que não responderá a qualquer outra que lhe for feita, reservando-se, a partir de então, no direito ao silêncio”, diz o depoimento ao qual a reportagem teve acesso.

ADVOGADO PRESO

O advogado Edson Ribeiro foi preso pela Polícia Federal na manhã de ontem no aeroporto internacional do Galeão, no Rio, ao desembarcar de um voo proveniente de Miami (EUA). Advogado do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, Ribeiro é acusado de tentar obstruir a Justiça na Operação Lava Jato. O advogado era monitorado por policiais norte-americanos desde a quarta-feira (25), quando o STF (Supremo Tribunal Federal) emitiu ordens de prisão contra ele, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), um assessor e o banqueiro André Esteves.