A defesa da presidente afastada da República, Dilma Rousseff, informou ontem que vai ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com quatro recursos contra decisões tomadas pela comissão especial do Senado que analisa o mérito do processo de impeachment.
De acordo com o ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa de Dilma, a comissão está “aniquilando o direito de defesa” de Dilma Rousseff.
Sobre a delação do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, em que acusa Dilma de saber das fraudes na compra da refinaria de Pasadena, pela Petrobras, Cardozo disse que ela faz parte de uma “tentativa desesperada de macular a imagem da presidente” já que, na avaliação dele, o processo de impeachment está perdendo força.
“Os delatores omitem, mentem e dizem a verdade. Há que se separar o joio do trigo”, afirmou Cardozo. Sobre a relação da Dilma com o cabeleireiro Celso Nakamura, Cardozo afirmou que a presidente afastada tem todos os recibos das passagens e dos serviços prestados por ela. “É uma denúncia inverossímel e caluniosa”, afirmou o advogado.
PREOCUPAÇÃO
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou, por meio de nota nesta sexta-feira, ver com “preocupação as iniciativas de comprimir os prazos” na tramitação do processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT).
“Apesar de não conduzir o processo e não integrar a Comissão Processante, como presidente do Congresso Nacional, vejo com preocupação as iniciativas para comprimir prazos. Mais ainda se a pretensão possa sugerir supressão de direitos da defesa, que são sagrados”, afirmou Renan no texto divulgado nesta manhã.