POLÍTICA

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Eleição do PMDB pode parar na Justiça

Da Redação

| Edição de 27 de outubro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O senador Roberto Requião foi eleito no último sábado presidente do PMDB do Paraná, em convenção que deve ter um “segundo turno” na Justiça. O grupo do ex-governador Orlando Pessuti, que tentou articular uma chapa contra Requião, mas acabou retirando o registro na véspera da votação, deve questionar a legalidade da convenção nos tribunais.

Imagem ilustrativa da imagem Eleição do PMDB pode parar na Justiça

Na sexta-feira, o ex-deputado federal Reinhold Stephanes Júnior – que integra ala dissidente do partido ao lado de Pessuti – protocolou pedido para cancelar o registro da chapa “PMDB Para Todos”. A alegação era de que participar da convenção significaria legitimá-la.

Ainda na noite de sexta-feira, Pessuti conseguiu liminar na Justiça suspendendo decisão do Conselho de Ética do PMDB, que no início do mês havia determinado sua expulsão do partido, sob a alegação de que ele infringiu resolução da Executiva que proibiu filiados de ocuparem cargos no governo Beto Richa. Isso porque Pessuti ocupa cargo no BRDE, nomeado pelo atual governador.

No sábado, diante dessa decisão judicial, a Executiva decidiu então manter o registro da chapa de Pessuti.

A chapa de Requião – “PMDB de Cara Limpa”, acabou eleita com 320 votos contra 4. Pessuti e seus aliados boicotaram a convenção, já pensando em contestá-la na Justiça. O ex-governador classificou a eleição interna como “uma farsa”.