Como já era esperado, o Cartório Eleitoral de Apucarana ficou o dia todo lotado ontem, último dia para emissão do primeiro título de eleitor, transferência de domicílio eleitoral e regularização do documento para quem não fez a biometria, mas quer votar no pleito do dia 2 de outubro deste ano ou pelo menos ter o título garantido em mãos. Uma longa fila se formou do lado de fora do prédio do Fórum Eleitoral. O Cartório também abrange Cambira e Novo Itacolomi.
Desde segunda-feira até ontem, o Cartório funcionou em horário especial das 9 às 19 horas, para atender aos retardatários. Na segunda-feira e terça, a média de atendimento foi de 600 pessoas por dia, enquanto em outros dias normais o comparecimento foi baixo.
“Vim hoje porque este foi o único dia que eu tive para regularizar meu título”, disse o pedreiro Clismério da Silva, 48 anos, que foi transferir seu título de eleitor do município de Pedra Preta, no Mato Grosso. Ele diz que há cinco anos está morando em Apucarana. “De um jeito ou de outro, quero sair daqui com o meu título transferido”, disse ele, que ainda estava na fila, porém com a senha em mãos.
O mecânico Sirlei Firmino de Novaes, 51 anos, foi ao Cartório para regularizar a situação do seu título de eleitor com relação à biometria. Ele informou que na segunda-feira já havia comparecido ao Cartório Eleitoral, porém foi embora por causa da grande fila. “Hoje saio daqui com o título novo”, disse ele com a senha pronta para ser chamada.
Segundo a analista judiciária Andréa Silva Milanin, da 28ª Zona Eleitoral de Apucarana, o último prazo para as pessoas conseguirem seu primeiro título, transferir ou regularizar sua situação eleitoral terminou ontem. “A partir desta quinta-feira o cadastro eleitoral estará fechado no Cartório”, disse. Segundo ela, o Fórum volta a reabrir o cadastro somente após o segundo turno das eleições, ou seja, lá pelo mês de novembro.
Último levantamento da Justiça Eleitoral, da semana passada, apontava que Apucarana estava com 84,6 mil eleitores, contra 94,1 mil registrados na eleição de 2014. Em função de muitos não terem feito a biometria, cerca de 18,7 mil títulos foram cancelados.