POLÍTICA

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Em depoimento a Moro, Cunha diz ter aneurisma

Folhapress

| Edição de 07 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em audiência com o juiz federal Sérgio Moro ontem, em Curitiba, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) leu uma carta ao juiz em que disse ter um aneurisma cerebral semelhante ao da mulher do ex-presidente Lula, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu na última sexta-feira. Ele reclamou da falta de tratamento na prisão onde está detido.
Réu na Operação Lava Jato, Cunha escreveu a carta de próprio punho, em sua cela no Complexo Médico Penal, em Pinhais, onde está detido há quase quatro meses.
A declaração de Cunha ocorre menos de uma semana após a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, que era ré na Lava Jato e sofreu um acidente vascular cerebral em janeiro.
Esta foi a primeira vez em que o ex-deputado falou a Moro, durante audiência de interrogatório, que durou cerca de três horas.
Ele também carregava um calhamaço de documentos, na chegada ao prédio da Justiça Federal.
O político tem acompanhado pessoalmente todas as audiências do processo - o que não é comum a outros réus presos na Lava Jato. Em ocasiões anteriores, sentou ao lado do seu advogado, fez anotações e cochichou instruções e comentários aos defensores, durante os depoimentos de testemunhas.
O ex-deputado é réu sob acusação de receber R$ 5 milhões de propina em contas na Suíça, abastecidas com dinheiro de contratos de exploração de petróleo da Petrobras na África. Ele é suspeito de interceder em favor da empresa vencedora do negócio. O peemedebista nega irregularidades.

SOLTURA
O ministro Edson Fachin, novo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou ter mantido na pauta para hoje o julgamento em plenário de um recurso em que o ex-deputado Eduardo Cunha pede para ser solto.