POLÍTICA

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Empreiteira fez doações ao PT em troca de contratos

Folhapress

| Edição de 13 de março de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A construtora Andrade Gutierrez revelou, em seu acordo de delação premiada, que fez doações legais para campanhas do PT em 2014 como pagamento de comissões de contratos firmados com empresas estatais. A construtora tem como um dos seus principais executivos o presidente afastado Otávio Marques de Azevedo, preso no dia 10 de fevereiro pela Operação Lava Jato.

Segundo a reportagem apurou, a segunda empreiteira do País contou ao Ministério Público que seguiu o mesmo esquema revelado por outras construtoras aos procuradores da Operação Lava Jato. Ou seja, ganhava contratos na Petrobras e também na Eletronuclear e, em troca, pagava comissões ao PT na forma de doações legais no caixa um.

Imagem ilustrativa da imagem Empreiteira fez doações ao PT em troca de contratos

Segundo as investigações da Operação Lava Jato, as maiores empreiteiras do país formaram um cartel e dividiam as obras que cada uma ganharia na Petrobras. Em troca pagariam comissões em formas de doações por meio de caixa um para PT, PMDB e PP.

Os recursos, segundo os depoimentos feitos por executivos da Andrade na delação, eram repassados para o PT para o tesoureiro João Vacari, que nega ter recebido este tipo de recursos. Ele está preso pela Operação Lava Jato.

A Andrade Gutierrez já havia informado na delação que, no caso da campanha de 2010, ela bancou pagamentos de fornecedores da eleição da presidente Dilma Rousseff. Ou seja, bancou de forma irregular despesas da campanha da petista.

Foi revelado que a construtora pagou R$ 6,1 milhões para a agência Pepper por serviços prestados naquela eleição de 2010

A Andrade doou mais de R$ 10 milhões ao PT em 2014, mas não se sabe quanto desse valor foi pago por meio de comissões de contratos feitos com a Petrobras.

DA BELO MONTE

Reportagem publicada pela revista “IstoÉ” afirma que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) delatou um esquema de desvios de R$ 45 milhões da usina de Belo Monte para irrigar as campanhas eleitorais do PT e do PMDB em 2010 e 2014.

Nas duas disputas, ambos os partidos estavam coligados na campanha de Dilma Rousseff. As informações foram publicadas no site da revista na noite de sexta-feira.

Delcídio ficou preso entre novembro e fevereiro em decorrência das investigações da Operação Lava Jato. Solto, ele negocia acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.