POLÍTICA

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Ex-deputado Eduardo Cunha não deve receber visita de mulher na carceragem

Folhapress

| Edição de 21 de outubro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O deputado federal cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato, não irá receber tão logo a visita da mulher Claudia Cruz e dos filhos.

Segundo o advogado Marlus Arns, o próprio Cunha considera um desgaste desnecessário a presença de parentes na carceragem da superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba. Anteontem houve protestos em frente à sede da PF e advogados de Cunha foram hostilizados. “Os ânimos estão muito exaltados na sociedade”, diz Arns.

Claudia, que também é ré na Lava Jato sob suspeita de se beneficiar de dinheiro de corrupção, falou nesta quarta com o advogado Pierpaolo Bottini, que a aconselhou a não ir para Curitiba no momento.

As visitas na superintendência acontecem às quartas-feiras, mas em casos excepcionais já houve permissão para a entrada de parentes em outros dias.

A defesa deve entrar com pedido de habeas corpus para a soltura do ex-deputado, segundo Arns.

“Ainda estamos analisando a decisão, que é de um processo que já estava em trâmite no STF. Já tinha a denúncia recebida, então, é preciso analisar com muita cautela inclusive a questão de competência. Essa é a principal linha da defesa”, declarou o advogado.