Atendendo pedido formulado pelo Ministério Público do Paraná em ação de improbidade administrativa, o Juízo da Vara Cível de Ivaiporã decretou liminarmente a indisponibilidade de bens do ex-prefeito Luiz Carlos Gil (PSDB), do ex-secretário de Obras Alaércio Bufalo, bem como de uma empresa e seu proprietário, contratados pela Prefeitura de Ivaiporã para executar obras de revitalização da Praça Manoel Teodoro da Rocha. O ex-prefeito se defende e diz que vai provar que não houve irregularidades.
As investigações do MP-PR tiveram início a partir de denúncia da ex-vereadora Nadir Maciel (PT) de que nas obras da praça estariam sendo utilizados funcionários da Prefeitura em serviços de responsabilidade da empresa.
O MP-PR apurou ainda que houve superfaturamento, tendo em vista que a planilha orçamentária elaborada pelo ex-secretário continha valores em média 30% acima dos valores de mercado. A empresa vencedora foi a única concorrente na licitação e apresentou proposta exatamente igual ao valor da planilha. Assim, foi decretada a indisponibilidade de bens dos réus no valor de R$ 480 mil.
OUTRO LADO
O ex-prefeito Carlos Gil diz que o promotor está totalmente equivocado em relação às denúncias de superfaturamento. “Não existe nada de irregular. Duvido que ele prove alguma falha ou algum envolvimento meu em qualquer tipo de fraude”, argumenta.
Para Carlos Gil a inicial do promotor é mal feita e incompleta. Segundo ele, em mais de 100 itens da planilha orçamentária a promotoria elencou três como superfaturados em relação à tabela do Sinap. “Exemplo disso é o caso do paver onde ele pegou apenas o preço. Não colocou a mão de obra do assentamento que na tabela é separada, nem o colchão de areia. Se ele pegar a tabela do Sinap completa, vai ver que o preço é acima do valor que foi pago. O mesmo acontece com os demais itens”, argumenta.
Com relação à denúncia da ex-vereadora Nadir Maciel, Carlos Gil expõe que não houve irregularidade alguma. “É uma denúncia totalmente infundada. Realmente os servidores do meio ambiente trabalharam lá, mas em itens que não constavam da planilha orçamentária”, aponta.