O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, em Curitiba, determinou ontem o bloqueio de R$ 5,35 milhões das contas e aplicações financeiras do ex-senador Gim Argello (PTB-DF). Ele foi alvo da 28ª fase da Lava Jato e foi preso preventivamente ontem, ou seja, por tempo indeterminado.
Além disso, foram determinados os bloqueios de igual valor da empresa Argelo & Argelo Ltda, da mesma quantia da Garantia Imóveis Ltda e ainda mais R$ 5,35 milhões da Solo – Investimentos e Participações Ltda. Todas estas empresas estão localizadas em Brasília e têm o ex-senador Gim Argello como sócio. O valor total de bloqueio nas três empresas é de R$ 16,05 milhões.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Gim Argello é suspeito de cobrar propina para evitar convocação de empresários a comissões parlamentares de inquérito em 2014 e 2015. Ele foi senador entre 2007 e 2015.