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Ex-tesoureiro do PP é preso em nova fase da Operação Lava Jato

Folhapress

| Edição de 24 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A Polícia Federal realizou na manhã de ontem a 29ª fase da Operação Lava Jato. Foram cumpridos mandados de prisão em Brasília, Pernambuco e Rio de Janeiro. A ação foi batizada de “Repescagem”.

Imagem ilustrativa da imagem Ex-tesoureiro do PP é preso em nova fase da Operação Lava Jato

A reportagem apurou que o ex-funcionário do PP, João Claudio Genu, foi preso preventivamente em Brasília. Procurado, o advogado dele, Mauricio Maranhão, não quis dar declarações à reportagem.

Genu foi assessor do deputado José Janene, que morreu em 2010. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2012 no escândalo do mensalão do PT por ter sacado R$ 1,1 milhão das empresas do publicitário Marcos Valério. Em 2014, após recurso, Genu foi absolvido do crime de lavagem de dinheiro e teve a pena reduzida.

Segundo a PF, foram encontrados elementos que indicam a participação do investigado também com o esquema de corrupção na Petrobras.

“As investigações apontam que ele continuou recebendo repasses mensais de propinas, mesmo durante o julgamento do mensalão e após ter sido condenado, repasses que ocorreram pelo menos até o ano de 2013”, segundo nota da PF.

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) informaram que João Cláudio Genu recebeu cerca de R$ 2 milhões em propinas entre 2005 e 2013 no esquema investigado pela Lava Jato.

De acordo com o delegado federal Luciano Gomes de Lima, Genu e o sócio Lucas Amorim receberam, por meio de empresas, mais de

R$ 7 milhões “sem qualquer justificativa ou identificação de origem”. Deste total, estima-se que R$ 2 milhões eram referentes a propinas.

OUTROS SUSPEITOS

Lucas Amorim Alves foi preso temporariamente. Ele teve o mandado de prisão temporária expedido por ser sócio de Genu em diversas empresas das quais houve vultosos depósitos bancários, segundo a Lava Jato.

Já Humberto do Amaral Carrilho está no exterior e não teve a prisão temporária cumprida. Segundo a PF, Carrilho é considerado foragido.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva e dois de prisão temporária.

A nova fase da Lava Jato, Repescagem, alude ao fato de que o principal investigado, João Claudio Genu, já foi processado no mensalão e, agora, é investigado novamente na Lava Jato.

Nesta etapa são investigados os crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa envolvendo verbas desviadas no esquema criminoso na estatal.