Em 48 horas, a Prefeitura de Faxinal deverá promover uma série de adequações no aterro sanitário da cidade, de modo a eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. A determinação é da Vara da Fazenda Pública da Comarca, em resposta à ação civil ajuizada pela Promotoria de Justiça de Faxinal, que considerou o perigo, representado pelo aterro, de proliferação de larvas de mosquitos causadores da dengue, da zika e da febre chikungunya.
Segundo o Ministério Público (MP), a ação foi ajuizada após a comprovação de que o aterro encontra-se em situação de risco à saúde pública. A constatação foi feita em vistoria realizada por especialista da Universidade Estadual de Londrina, acompanhada pelo agente ministerial do município.
Segundo o MP, no início de fevereiro, em função do risco de proliferação do mosquito da dengue, a prefeitura promoveu um mutirão de limpeza na cidade, orientando os moradores a limpar suas casas e a se desfazer de tudo que pudesse constituir risco de proliferação do mosquito da dengue. Os entulhos foram levados ao aterro e lá estão constituindo-se em criadouro de larvas do mosquito.
O descumprimento da medida poderá resultar em multa diária e pessoal no valor de R$ 1 mil.
O prefeito Adilson Silva Lino (PDT) estava em Curitiba ontem. O secretário de Saúde, Francisco Alfredo Ferreira, disse que desconhecia esta decisão judicial.