O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu ontem à noite habeas corpus para soltar o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB).
Ele deu também salvo conduto ao tucano em relação a qualquer determinação de prisão preventiva, o que suspende a ordem de prisão do juiz Fernando Fischer, divulgada ainda ontem à noite.
Segundo o Ministério Público, ele é suspeito de liderar uma organização criminosa que ordenava o recebimento de propinas de fornecedores do governo do Paraná.
A prisão gerou reações. A corregedoria do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) abriu reclamação disciplinar para verificar se a iniciativa foi uma tentativa de influenciar no calendário político.
Serão investigados também promotores que apresentaram ações contra os presidenciáveis Fernando Haddad, do PT, e Geraldo Alckmin, do PSDB.
O próprio ministro disse ver “notório abuso de poder” e a necessidade de que fossem colocados “freios” na atuação dos investigadores.
Pouco antes da decisão do ministro Gilmar Mendes, o juiz Fernando Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, havia decretado a prisão preventiva de Beto Richa - agora revogada -e de mais nove investigados na Operação Rádio Patrulha, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), incluindo o irmão do ex-governador, Pepe Richa. Com isso, não haveria prazo determinado para que o grupo fosse solto.
A ex-primeira-dama Fernanda Richa não estava no rol dos investigados que tiveram sua prisão temporária transformada em preventiva. Com isso, ele deve sair da prisão na madrugada de amanhã.
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