POLÍTICA

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Gleisi vê denúncias como perseguição política a Lula

Edison Costa

| Edição de 30 de janeiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A senadora Gleisi Hoffmann (PT), defendeu ontem, em Apucarana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) das denúncias de que ele teria sido contemplado com um apartamento no Guarujá, litoral de São Paulo, cedido pela empreiteira OAS, investigada pela operação Lava Jato.

A 22ª fase da Lava Jato, que apura esquema de corrupção na Petrobras, investiga se a OAS lavou dinheiro por meio de negócios imobiliários para favorecer o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso em abril do ano passado. Promotores de São Paulo também investigam uma suspeita de fraudes envolvendo a Bancoop, inclusive do Condomínio Solaris. É onde fica o tríplex 164 A, de 297 metros quadrados. Os promotores suspeitam que a empreiteira OAS, que assumiu a obra com a falência da Bancoop, reservou o imóvel para o ex-presidente Lula e a família dele.

Imagem ilustrativa da imagem Gleisi vê denúncias como perseguição política a Lula

Para Gleisi Hoffmann, a operação Lava Jato tenta desqualificar aquele que foi o presidente da República que colocou o País no melhor momento de sua história, tanto com relação à situação econômica, como através dos programas sociais desenvolvidos. “Como que a OAS daria um prédio inteiro a um presidente da República?”, questiona Gleisi.

Para a senadora paranaense, as investigações sobre alguma coisa de errado que teria ocorrido no governo são necessárias e tem tido o respaldo do próprio governo federal. “Se errou tem que pagar, mas o que não podemos admitir é a perseguição política a um ex-presidente que fez a transformação deste país”, disse.

Ela cita que o governo petista tirou 40 milhões de pessoas da extrema pobreza, viabilizou a entrada de jovens pobres às universidades através do Prouni e do Fies e construiu 3 milhões de casas para famílias de baixa renda.

Em entrevista à Tribuna, Gleisi afirmou ter reproduzido no seu perfil no facebook uma frase do senador Roberto Requião (PMDB), que comenta as investigações da Lava Jato que ligam um tríplex em edifício de alto padrão no Guarujá em esquema de lavagem de dinheiro entre Lula e a construtora. A frase é a seguinte: “A OAS teria assumido um edifício inteiro da Bancoop só para dar um apartamentinho de uma milha ao Lula. Ora, vão se lixar nas ostras”, afirma Requião.

“Esse twitter do Roberto Requião resume a indignação que todos nós estamos sentindo pela perseguição descarada, sistemática e odiosa que estão fazendo contra Lula”, disse Gleisi.

Para a senadora, o País vive hoje uma verdadeira inquisição em que as pessoas são execradas em público. “É a velha inquisição na modernidade: não consigo combater suas ideias, não consigo disputar sua liderança, não consigo parar você, então destruo o que você é. E hoje continua!”, completou a senadora.

Gleisi esteve em Apucarana para inauguração da Escola Municipal Fernando José Acosta, no Residencial Sumatra II, construída com recursos federais.

Senadora anuncia recursos ao Hospital da Providência
A senadora Gleisi Hoffmann garantiu ontem em Apucarana o repasse, através de emenda parlamentar de sua autoria, de R$ 350 mil ao Hospital da Providência. O recurso será destinado à compra de equipamentos, como ventiladores pulmonares (respiradores) para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mesa cirúrgica para ortopedia.
Gleisi se reuniu pela manhã com o prefeito Beto Preto e a diretora geral do Hospital da Providência e do Hospital Materno Infantil, irmã Geovana Aparecida Ramos. “Esse recurso de R$ 350 mil está assegurado, mas já apresentei outras emendas com o objetivo de garantir mais R$ 1,2 milhão para o hospital ainda no primeiro semestre deste ano”, anunciou Gleisi.
A senadora disse também que espera em breve ter boas notícias sobre o credenciamento do Hospital da Providência Materno Infantil na Rede Cegonha. O pedido foi apresentado em meados do ano passado, ao Ministério da Saúde, pela senadora Gleisi Hoffmann, em audiência com a presença do prefeito Beto Preto e a irmã Geovana Ramos. (E.C.)