Um pente-fino feito pelo governo nos cadastros do Bolsa Família apontou irregularidades em 1,1 milhão dos 13,9 milhões de benefícios pagos no programa - o equivalente a cerca de 8% do total.
Destes, 469 mil foram cancelados e 654 mil bloqueados após o balanço apontar que o beneficiário tinha renda superior à exigida para participar do programa. No Paraná foram cancelados 691 benefícios.
Para realizar o balanço, o governo afirma ter cruzado, desde junho, dados de seis bancos de dados diferentes, como a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), INSS, entre outros.
Somados, bloqueios e cancelamentos correspondem a cerca de R$ 2,4 bilhões ao ano, segundo os dados do Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário divulgados ontem.
O impacto das medidas, no entanto, deve ser menor, já que parte dos bloqueios e cancelamentos ainda pode ser revertido. Para isso, beneficiários devem apresentar documentos que comprovem renda dentro do exigido, que é de no máximo R$ 170 per capita.
“Os bloqueios são feitos para que a família tenha oportunidade de nos mostrar que a informação pode ter algum erro ou alguma falha, ou estava desatualizada”, afirmou Tiago Falcão, responsável pelo programa.
(FOLHAPRESS)
POLÍTICA
MAIS LIDAS
-
Cidades
03/08Empresário de Rolândia (PR) é primeiro ganhador do prêmio de R$ 1 milhão da Poupança Premiada Sicredi
-
Geral
31/10Pesquisa sugere criação de presídio para idosos no Rio
-
Economia
10/03Indústria de alimentos e bebidas cresceu 8% em 2025, diz Abia
-
Esporte
02/02Willian Kibor e Núbia de Oliveira vencem a Prova 28 de Janeiro
-
Política
21/03Decreto institui cotas raciais em 30% dos cargos de confiança