POLÍTICA

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Governo faz dispensas na Polícia Rodoviária Federal

Da Redação

| Edição de 19 de janeiro de 2023 | Atualizado em 19 de janeiro de 2023
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trocou os superintendentes da Polícia Federal em 18 estados e exonerou 26 chefes estaduais da Polícia Rodoviária Federal (PRF). As decisões, assinadas pelos ministros Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública) e Rui Costa (Casa Civil) foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União nessa quarta-feira. O superintendente da PRF no Piauí, cargo ocupado interinamente por Jairo Lima, foi o único mantido.

O delegado Leandro Almada da Costa, que investigou o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (Psol), comandará a PF no Rio de Janeiro. A superintendência de São Paulo, a maior do País, será chefiada pelo delegado Rogério Giampaolli, que já dirigiu o Comando de Operações Táticas (COT). Giampaolli vai substituir Rodrigo Bartolamei, indicado no governo Bolsonaro.

As trocas fazem parte do plano de Flávio Dino de reduzir a interferência política de bolsonaristas nas duas instituições. O ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, responde a processo por improbidade administrativa. Ele é acusado de usar indevidamente o cargo para pedir votos para Jair Bolsonaro nas redes sociais e de montar barreiras em rodovias, principalmente no Nordeste, região onde Lula obteve a maior votação, no dia da votação em segundo turno. O policial rodoviário, que pediu aposentadoria logo após deixar o cargo, descumpriu ordens do Tribunal Superior Eleitoral ao fazer a operação, que retardou ou impediu que eleitores chegassem a tempo para votar.

Durante boa parte do governo anterior, a PRF foi alvo de questionamentos e polêmicas, inclusive em meio às eleições, quando setores da corporação foram cobrados por suposta leniência na ação para destravar bloqueios de rodovias.

Na gestão Bolsonaro, a PRF e também a Polícia Federal - ambas instituições sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça - foram constantemente colocadas sob suspeita de aparelhamento e interferência do então presidente.

Depois da vitória de Lula, a corporação viveu forte pressão do Supremo Tribunal Federal e do Ministério Público, que impuseram medidas rigorosas contra o caos nas principais rodovias do País, travadas por bloqueios de grupos bolsonaristas.(DAS AGÊNCIAS)