POLÍTICA

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Governo federal prevê rombo de R$ 170,5 bilhões no Orçamento

Folhapress

| Edição de 21 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O governo federal vai pedir ao Congresso autorização para fechar o ano com um déficit de R$ 170,5 bilhões, diferença entre receitas e despesas.

A nova projeção para o rombo nas contas do governo foi anunciada ontem pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Romero Jucá.

O projeto enviado pela equipe econômica do governo Dilma Rousseff há dois meses previa um déficit de R$ 96,7 bilhões em 2016. Inicialmente, o governo trabalhava com superávit de R$ 24 bilhões.

Imagem ilustrativa da imagem Governo federal prevê rombo de R$ 170,5 bilhões no Orçamento

A nova proposta precisa ser aprovada pelo Congresso na próxima semana.

A nova equipe econômica também reviu a projeção de queda no PIB (Produto Interno Bruto) do ano de -3,05% para -3,80% (a projeção da pesquisa Focus mais recente é -3,88%).

Em fevereiro e março já haviam sido anunciados cortes que somavam quase R$ 45 bilhões. Se a nova meta for aprovada, será possível liberar uma parte desse valor, R$ 21,2 bilhões.

A equipe também colocou na conta despesas com PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Defesa e Saúde, um total de R$ 15,5 bilhões.

O governo também colocou na conta um bloco de receitas e despesas, que não serão detalhadas, mas terão como resultado líquido uma despesa de R$ 19,9 bilhões. Entram nesse cálculo, por exemplo, aumento de despesa nas renegociações com os Estados, receitas com regularização de capitais no exterior e mais desembolsos com restos a pagar.

O ministro Henrique Meirelles disse que os números não consideram medidas que serão anunciadas na próxima semana pelo governo. Algumas delas dependem de aprovação do Congresso.

Também não está prevista arrecadação com a CPMF nem a possibilidade de um socorro à Eletrobras.

O ministro Romero Jucá (Planejamento) disse que o número de R$ 170,5 bilhões é um teto e que o governo vai trabalhar para cortar despesas.

Ficou mantida a previsão de que Estados e municípios farão um superávit de R$ 6,55 bilhões neste ano, o que reduz o déficit total do setor público para R$ 163,94 bilhões.

Pressionado pelo mercado financeiro a apresentar rapidamente saídas para equilibrar o déficit fiscal, o presidente interino Michel Temer (PMDB) aproveitará discurso na próxima segunda-feira para anunciar medidas econômicas para aumento da arrecadação e redução das despesas.