O Palácio do Planalto desmarcou ontem a reunião com as centrais sindicais para apresentar a proposta de reforma da Previdência. O encontro estava marcado para esta terça-feira.
Com a reunião adiada, o envio do texto que muda as regras de aposentadoria deve ficar só para depois do segundo turno das eleições, que ocorrerá em 30 de outubro.
A ligação para desmarcar a reunião foi feita pelo ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). Segundo a reportagem apurou, um argumento da equipe de Temer é que falta incluir pontos relacionados a estados e municípios na proposta.
Os governadores querem participar da reforma, já que os estados enfrentam um caos previdenciário ainda maior que o da União.
Parte dos governadores defende um aumento da alíquota da Previdência, mas ainda não há uma proposta fechada. A tendência do governo é aumentar de 11% para 14% a contribuição para a Previdência dos servidores estaduais.
Aliado do presidente Michel Temer, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), declarou que o Palácio do Planalto alegou estar com todos os esforços voltados à aprovação da PEC que limita o crescimento dos gastos públicos -chamada de PEC do Teto.
“Geddel disse que estavam empenhados na votação da PEC do teto e não deu tempo de cuidar da Previdência”, afirmou Paulinho.