POLÍTICA

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Greve do INSS afeta o cidadão mais simples

Tribuna do Norte

| Edição de 18 de dezembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Cerca de 7,5 mil perícias já foram comprometidas com a greve dos médicos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) apenas nas agências de Apucarana, Arapongas e Ivaiporã. Em todo País, são quase um milhão de exames não realizados, prejudicando a vida de trabalhadores que precisam do benefício. O governo federal e a categoria precisam, imediatamente, dar um basta a essa paralisação, que está prejudicando a vida de um número considerável de brasileiros.

A greve iniciou em 4 de setembro e, mais de 100 dias depois, não tem previsão de desfecho. Segundo o INSS, foram remarcadas em todo o País 1.047.239 perícias de setembro a novembro e o tempo médio de espera para o agendamento da perícia médica passou de 20 dias para 63 dias, por causa da paralisação. Na prática, no entanto, a espera pode durar vários meses, porque menos 30% do efetivo está atuando nas agências da Previdência Social do País.

Os médicos-peritos reivindicam reajuste salarial de 27,5%, o que corresponde aos quatro anos de defasagem da categoria. Já o Governo Federal oferece aumento de 21%, distribuídos em quatro anos. A proposta foi recusada pela categoria e as negociações estão suspensas. Com isso, a paralisação deve se estender em 2016.

A greve faz com que os trabalhadores com problemas de saúde não consigam receber auxílio doença para se manter durante o período de afastamento do emprego. Ou seja, traz dificuldades de sustento básico para muitas famílias. Isso precisa ser levado em conta durante as negociações entre a categoria e o governo.

É fundamental bom senso nessa hora. São mais de três meses de atendimento precário na área de perícias no INSS. É urgente fazer avançar essas negociações, visando agilizar a realização de perícias e normalizar o atendimento. Os médicos precisam ceder, mas também o governo tem a obrigação de acenar com uma proposta mais justa de reajuste à categoria, que sofre com uma defasagem que já dura quatro anos.

Essa greve é extremamente prejudicial aos trabalhadores mais simples, que dependem do benefício para se manter. Quanto maior demora, maior o sofrimento dessas pessoas.