POLÍTICA

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Guedes afirma ser mentira que 33 milhões passam fome no País

Da Redação

| Edição de 21 de setembro de 2022 | Atualizado em 21 de setembro de 2022
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, questionou, nesta quarta-feira (21), o numero de brasileiros em situação de insegurança alimentar no país. “Se há 33 milhões de pessoas passando fome é mentira. Nós estamos transferindo para os mais pobres, com o Auxílio Brasil, 1,5% do PIB, 3 vezes mais do que recebiam antes”, declarou o ministro durante um evento da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), ocorrido ontem em São Paulo.

“É impossível ter 33 milhões de pessoas passando fome. Por mais que tenha havido inflação, não foi 3 vezes mais. O poder de compra está mais do que preservado por essa nova transferência de renda”, disse mais uma vez durante sua fala.

Guedes se referiu aos dados divulgados pelo 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN), e divulgados em junho deste ano.

Uma outra pesquisa, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas, também de junho deste ano, aponta que quase um terço dos brasileiros tem menos de meio salário mínimo para passar o mês.

Segundo a fundação, o contingente de pessoas com renda domiciliar per capita até R$ 497 mensais atingiu 62,9 milhões de brasileiros em 2021, cerca de 29,6% da população total do país. O dado corresponde a 9,6 milhões a mais que 2019.

O ministro defendeu a ‘flexibilização’ do teto de gastos feitos por sua gestão e criticou a forma como essa política foi implementada.

“A flexibilização do teto que nós fizemos, fomos criticados, mas o teto foi mal construído. O teto é pra evitar que o Governo Federal continuasse inchando. O Brasil foi feito de cima pra baixo. Lá em cima tem que ter menos dinheiro”, discursou.

O ministro disse que havia “dois comandos inconsistentes”. “Um, pelo legislativo, que dizia que tinha que obedecer o teto. O outro, que veio do judiciário, dizia que teríamos que pagar os precatórios”.

O ministro também pediu que os ouvintes esqueçam a política e foquem nos “fatos econômicos” feitos por sua gestão. “A política pode fazer o barulho que quiser, mas o caminho é por outro lado”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro também negou a escalada da fome este ano. Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, em agosto, Bolsonaro disse que, no Brasil, não se vê gente “pedindo pão” na porta de padaria.