POLÍTICA

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Invasão russa preocupa ucranianos de Apucarana

DA REDAÇÃO

| Edição de 25 de fevereiro de 2022 | Atualizado em 17 de março de 2022

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A invasão da Rússia na Ucrânia provocou uma onda preocupação em todo o País. Atualmente, cerca de 600 mil ucranianos vivem no Brasil, o que representa a quarta maior comunidade do mundo. Aproximadamente 80% desta população vive no Paraná. Em Apucarana, conforme o padre José Hadada, existem aproximadamente 300 famílias entre ucranianos e descendentes que moram no município.

O padre, que é pároco da Igreja Divino Espírito Santo – igreja de rito ucraniano - ainda tem parentes que vivem na Ucrânia. “Meus avós vieram de lá. Toda comunidade tem muito medo dos ataques, a guerra não afetará somente a Europa, mas sim o mundo todo. Já estamos há um mês com orientações eclesiásticas, fazendo vigílias e orações pelo povo ucraniano e seguimos pedindo pela paz”, disse Hadada.
A madre irmã Dionisia Diadio, superiora da Província de São Miguel Arcanjo no Brasil - Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada com origem na Ucrânia - , é descendente de ucranianos, já viajou duas vezes para o país e está muito aflita. “Meus avós eram de lá e ainda existe a terceira e quarta geração da família por lá. Tenho contato com eles e a região onde eles moram está longe do local que está tendo esse conflito, porém, claro, todos estão sofrendo muito e eles temiam muito pela possibilidade da guerra acontecer”, comenta ela, acrescentando que, além de familiares, tem religiosas da congregação atuando naquele país em conflito. “Hoje, em contato com a madre provincial da Ucrânia, ela me disse que está apreensiva e que as irmãs da comunidade que se encontra em Kiev já saíram e estão indo ficar com as irmãs de outra região”, comenta a irmã que residiu por muitos anos em Apucarana.
A madre pediu para que todos se unam em prol da Ucrânia. “Nós que vivemos aqui no Brasil estamos com o coração partido, um desespero. Estamos apreensivos, tentando entender o porquê disso na atualidade que estamos hoje. É uma perseguição de longa data, a Rússia quer tomar a Ucrânia. Que todos se unam em prol da Ucrânia, para que o mal não aconteça e que se livre dessa maldição que nos aterroriza tanto”, ressalta a religiosa.
A invasão também preocupa os ucranianos radicados em Apucarana, caso do padre Eduard Tararuk, que há 10 anos atua como sacerdote da Paróquia Ortodoxa Ucraniana Proteção da Santíssima Mãe de Deus, e sua esposa Olga. “Nossos familiares estão lá e estamos muito tristes. Conseguimos contato com meus irmãos na manhã desta quinta-feira e estão todos bem, apesar do susto que levaram na madrugada”, lamentou Olga. (SÍLVIA VILARINHO E FERNANDA NEME)