O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, determinou ontem a prisão preventiva da advogada Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sergio Cabral (PMDB-RJ), preso pela Operação Calicute.
A decisão acolhe pedido do Ministério Público Federal. Quando a operação foi deflagrada, em novembro, Bretas havia negado o pedido de prisão de Ancelmo.
Ontem mesmo ela se apresentou à sede da Polícia Federal, no Rio. Após exames no IML, seria levada para o complexo de Gericinó.
“O aprofundamento das investigações revelou que Adriana Ancelmo, na verdade, ocuparia posição central na organização criminosa capitaneada por seu marido”, justificou o juiz, na decisão.
Segundo a Procuradoria, ela seria uma das principais responsáveis por ocultar recursos recebidos indevidamente por Cabral, usando seu escritório de advocacia e “verdadeira fortuna em joias de altíssimo valor”. Além da prisão preventiva, o juiz autorizou busca e apreensão na casa de Ancelmo, para o recolhimento de documentos, mídias e outras provas, assim como joias, pedras preciosas, objetos de arte e valores em espécie acima de R$ 30 mil ou US$ 10 mil.
Preso desde o dia 17 de novembro, Cabral e outros 15 investigados pela Operação Calicute foram denunciados pelos crimes de corrupção passiva e ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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