POLÍTICA

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Juristas defendem pedido

Folhapress

| Edição de 31 de março de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em audiência tumultuada da comissão da Câmara que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a advogada Janaína Paschoal, uma dos três autores da acusação, disse que "sobram crimes de responsabilidade" no pedido apresentado.

"Tenho visto vários cartazes dizendo que impeachment sem crime é golpe, e essa frase é verdadeira. Mas estamos diante de um quadro em que sobram crimes de responsabilidade", disse Janaína, citando as pedaladas fiscais, a assinatura de decretos não numerados -portanto, sem o aval do Congresso- liberando crédito extraordinário, e o "comportamento omissivo-doloso de Dilma na Petrolão".

"E isso [Petrolão] está na denúncia, e eu não abro mão desta parte. É um conjunto. Porque foi necessário baixar decretos não autorizado abrindo créditos não autorizados quando se sabia que o superavit não era real (...) porque do outro lado estava acontecendo uma sangria", afirmou.

Outro autor do pedido, o advogado Miguel Reale Jr. (ex-ministro do governo FHC) também fez questão de ressaltar que houve crime de responsabilidade.