O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), teve bens bloqueados nesta quarta-feira devido a um processo de improbidade administrativa que corre na Justiça do Mato Grosso. A decisão permitia o bloqueio de até R$ 4 milhões de Maggi e outros oito réus. O ministro teve R$ 403 mil indisponibilizados.
A decisão, tomada na segunda pelo juiz Luís Aparecido Bortolussi Júnior, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, também bloqueou veículos do ministro.
Outro réu afetado foi o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso José Riva (PSD), que ficou conhecido como o “maior ficha-suja do país” por responder a mais de cem processos. Uma das ações chegou a colocá-lo na prisão por quatro meses.
Maggi é acusado de participar de esquema que comprou uma vaga de conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Mato Grosso. O ex-conselheiro Alencar Soares Filho teria recebido R$ 4 milhões para se aposentar antes do prazo, abrindo lugar para a nomeação do ex-deputado estadual Sérgio Ricardo de Almeida.
Além do bloqueio de bens, Bortolussi Júnior também determinou o afastamento de Sérgio Ricardo do cargo, mas ele manterá o salário até a conclusão do processo.
O caso da venda da vaga foi investigado pela Polícia Federal na Operação Ararath, que apura esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas negociadoras de crédito no Mato Grosso.
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