POLÍTICA

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Lula convoca governadores para defesa da democracia

Da Redação

| Edição de 10 de janeiro de 2023 | Atualizado em 10 de janeiro de 2023

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Em reunião com governadores, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parlamentares, nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o País não vai permitir que a democracia escape das mãos.

Lula convocou a reunião após os ataques considerados “terroristas” na Praça dos Três Poderes, no último domingo, quando um grupo radical de bolsonaristas depredou o Palácio do Planalto e os prédios do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foram a Brasília 23 governadores. Os outros quatro estados enviaram representantes. 

Além dos governadores, a presidente do STF, Rosa Weber, e os ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso também acompanham a reunião, assim como o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o procurador-geral da República, Augusto Aras, e alguns ministros do governo.

Os discursos no encontro foram de defesa à democracia e repúdio aos ataques do domingo.

Lula foi o último a disicursar. Em sua fala, o presidente disse que a democracia é o único regime que pode possibilitar que todas as pessoas no Brasil possam fazer três refeições por dia.

“Nós não vamos permitir que a democracia escape das nossas mãos, porque é a única chance de a gente garantir que esse povo humilde consiga comer três vezes ao dia, ou ter direito de trabalhar”, disse Lula.

Ele também afirmou que as instituições vão investigar e vão chegar até os financiadores dos atos golpistas em Brasília.

“Em nome de defender a democracia, não vamos ser autoritários com ninguém, mas não seremos mornos com ninguém. Vamos investigar e vamos chegar a quem financiou”, continuou.

Lula também criticou o negacionismo eleitoral e reivindicações golpistas de uma minoria bolsonarista radical. Após reunião, todos seguiram juntos à sede do STF, onde fizeram uma espécie de concentração.

Esse foi o primeiro encontro que Lula com os chefes estaduais desde que tomou posse, em 1º de janeiro, em seu terceiro mandato à frente da Presidência da República. Inicialmente, a primeira reunião com os governadores ocorreria apenas em 27 de janeiro, agenda que ainda está mantida.

Governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) não marcou presença no encontro. Nesse domingo, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o afastamento do governador do cargo por, inicialmente, 90 dias. No lugar de Ibaneis, na reunião desta segunda, esteve a vice-governadora Celina Leão (PP), que assumiu o comando do governo do DF.