POLÍTICA

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Lula diz que delator ‘delata até a mãe’ para sair da prisão

Agências

| Edição de 25 de outubro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou anteontem à noite em Salvador que o Brasil vive um “quase Estado de exceção” com as delações premiadas feitas no âmbito da operação Lava Jato.

“Peço que fiquem atentos porque estamos vivendo um momento excepcional em que um cidadão é preso e tem a promessa de ser solto se ele delatar alguém. Aí ele passa a delatar até a mãe, se for o caso”, disse Lula para uma plateia de petistas e membros de movimentos sociais.

Imagem ilustrativa da imagem Lula diz que delator ‘delata até a mãe’ para sair da prisão

“O dado concreto que estamos vivendo é quase de um Estado de exceção”, completou, sob aplausos do público.

O ex-presidente ainda firmou que “não dá pra viver numa sociedade onde o que vale é a suspeição, onde as pessoas são condenadas sem serem julgadas”

E criticou a atuação da imprensa: “Quem condena hoje não é juiz, é manchete de jornal. Não podemos aceitar isso”.

Num discurso voltado aos militantes, afirmou que o PT “deve levantar a cabeça”: “Temos que lembrar para eles (oposição) que o PT não é meia dúzia, mas somos milhões de homens e mulheres que trabalham e vivem com o suor do seu trabalho”.

O ex-presidente ainda criticou a oposição e acusou os adversários de terem preconceito “nojento” contra a presidente Dilma Rousseff (PT) por ela ser mulher.

“Fico puto quando vejo corruptos históricos falando em corrupção. Fico irritado porque parece que os empresários tinham dois cofres, o do dinheiro bom e do dinheiro ruim. O dinheiro ruim ia para PT e o bom para PSDB. É uma coisa insana”, afirmou.

EDUCAÇÃO

Em Salvador, para um evento do PT sobre educação, Lula afirmou que o PT “não deve olhar só para o Levy [ministro da Fazenda Joaquim]” e defendeu que o partido construa uma agenda positiva.

Numa tentativa de estabelecer uma agenda que faça um contraponto à crise enfrentada pela presidente Dilma, Lula falou que vai percorrer o país em defesa do Plano Nacional de Educação.

“A gente tem que se dedicar a uma prioridade. Não dá só para ficar só olhando o Levy, o Renan (Calheiros, presidente do Senado), a Dilma, a inflação. Só vamos mudar isso quando fizermos a revolução da educação neste País”, afirmou