O Ministério Público da Comarca de Apucarana fez ontem pela manhã uma operação de busca e apreensão de documentos na Prefeitura de Cambira e nas residências de alguns servidores municipais. Além de documentos, também foram apreendidos dois computadores.
Segundo o promotor do Patrimônio Público, Eduardo Augusto Cabrini, trata-se apenas de uma investigação inicial sobre supostas irregularidades que a administração municipal estaria praticando na contratação de prestadores de serviços. A denúncia partiu do vereador Ulysses Moya (PRB).
Conforme Cabrini, a denúncia é de superfaturamento na contratação de serviços e devolução de dinheiro por parte dos prestadores. Conforme assinala, a apreensão de documentos e computadores é necessária para início das investigações. “Ainda estamos no começo das investigações. Não podemos dizer se a denúncia é verdadeira, se configura crime ou não. Pode ser que sim, pode ser que não”, disse Cabrini. Segundo ele, os documentos ainda serão analisados e convocadas provas testemunhais. Só depois disso o Ministério Público poderá emitir parecer a respeito.
O prefeito Maurílio dos Santos (PRB) classificou a operação como sendo resultado de uma denúncia absurda e de cunho político do vereador Moya com o objetivo de prejudicar a administração municipal e servidores. Segundo ele, a Prefeitura tem contratado pequenos empreendedores do Município para executar pequenas obras, porém dentro da lei e mediante licitações e orçamento. “O Ministério Público está fazendo a sua parte, mas posso garantir que não há nada de errado”, afirmou.
Para Maurílio, a denúncia de Moya é uma represália a uma solicitação feita pelo prefeito à Câmara querendo saber sobre vereadores que não comparecem às sessões e recebem subsídios. “Em dois anos, este vereador foi o que mais faltou”, disse Maurílio, que ontem também encaminhou esta denúncia ao MP. (Edison Costa)