POLÍTICA

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Moro admite que poderá estudar convite do novo presidente

Agência Brasil

| Edição de 31 de outubro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações penais de primeira instância da Operação Lava Jato em Curitiba, afirmou ontem que o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para chefiar o Ministério da Justiça ou para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF) será objeto de “discussão e reflexão”.
Em nota oficial, o magistrado declarou que, ‘caso efetivado oportunamente o convite, será objeto de ponderada discussão e reflexão’. “Sobre a menção pública pelo sr. presidente eleito ao meu nome para compor o Supremo Tribunal Federal quando houver vaga ou para ser indicado para Ministro da Justiça em sua gestão, apenas tenho a dizer publicamente que fico honrado com a lembrança. Caso efetivado oportunamente o convite, será objeto de ponderada discussão e reflexão”, afirmou Moro.
Na segunda-feira, em entrevistas concedidas ao SBT e ao Jornal Nacional, da TV Globo, Bolsonaro afirmou que pretende convidar Moro para a pasta da Justiça em seu futuro governo ou ainda para ocupar uma vaga no Supremo.
“Pretendo conversar com ele (Moro) para ver se há interesse da parte dele”, disse Bolsonaro em entrevista ao SBT. “Se eu tivesse falado isso antes (na campanha) soaria como oportunismo.”
Ao Jornal Nacional, o presidente eleito disse que Moro é um “grande símbolo” da luta contra a corrupção. “Poderia ser ministro da Justiça ou, abrindo uma vaga no STF, escolher a que achar que melhor poderia contribuir para o Brasil”.
Sergio Moro foi o juiz responsável pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há sete meses na Polícia Federal em Curitiba, em razão do processo que investigou a propriedade de um apartamento tríplex, no Guarujá (SP). Lula nega as acusações de corrupção e lavagem de dinheiro e afirma que está em uma “prisão política”.